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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Frutos de Outono

Emília Mattos, Natureza Morta (1887)

domingo, 26 de outubro de 2014

Paisagem

Emília Mattos, Paisagem

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cena de género

Aguarela de Emília Mattos

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

«Pic-Nic»


Esta aguarela de Emília Mattos, figurando um pic-nic junto de um ribeiro, representado através de um apontamento descontraído, faz-me pensar na pintura impressionista, nomeadamente no Dejeuner sur l'herbe de Manet, ou, sobretudo, noutras pinturas de Monet e Renoir.
Será que a minha bisavó conhecia essas obras? A verdade é que, exceptuando (a aproximação) a alguns trabalhos de Malhoa ou Aurélia de Sousa, o tema não era comum na pintura portuguesa. Existe, contudo, um poema de Cesário Verde que se refere a este tipo de actividade lúdica da burguesia, deixando a vida citadina para passear um pouco no campo:
-
«Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
-
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
-
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampamos; inda o sol se via,
Houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.
-
Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
o ramalhete rubro das papoulas!»
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Cesário Verde,
In Constante Procura (8 de Setembro de 2008).

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

«Bodegón»

Pintura de Emília Mattos, Natureza Morta com Frutos e Vegetais (1892).
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«Un bodegón, también conocido como naturaleza muerta, es una obra de arte que representa objetos inanimados, generalmente objetos cotidianos que pueden ser naturales (animales de caza, frutas, flores, comida, plantas, rocas o conchas) o hechos por el hombre (utensilios de cocina, de mesa o de casa, antigüedades, libros, joyas, monedas, pipas, etc.) en un espacio artificial determinado. Esta rama de la pintura se sirve de un exquisito arreglo, encanto colorístico y de una iluminación fina para producir un efecto de serenidad, bienestar y armonía. Con orígenes en la antigüedad y muy popular en el arte occidental desde el siglo XVII, el bodegón dan al artista más libertad de acción en la colocación de elementos de diseño dentro de una composición que otros géneros pictóricos como el paisaje o los retratos. Los bodegones, particularmente antes de 1700, a menudo contenían un simbolismo religioso y alegórico en relación con los objetos que representaban. Algunos bodegones modernos rompen la barrera bidimensional y emplean técnicas mixtas tridimensionales, y usan objetos encontrados, fotografía, gráficas generadas por ordenador, así como sonido y vídeo».
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sábado, 22 de agosto de 2009

Um leque


Pintura de Emília Mattos que representa um leque. Trata-se de uma natureza morta que figura um objecto do quotidiano feminino, que era próprio da sociedade burguesa do século XIX. Apesar de os leques serem associados a códigos de comunicação, naquela época, creio que Emília Mattos estava mais interessada na representação do objecto decorativo ligado à arte oriental, sem qualquer simbolismo a ele associado. Como num quadro dentro de um quadro, neste leque podem ver-se pintados dois patos, em tons de azul sobre um fundo rosado, figurando talvez um leque que pertenceria à pintora.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Flores


Aguarela de Emília Mattos (1890).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Corrente


Pintura de Emília Mattos.
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Uma corrente é sempre uma constante.
Imensidade ligada de infinito.
esta corrente me prende e perpetua.
Inserto nesse espaço eu sou um elo
da corrente que em mim se continua.
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Poema de João Mattos e Silva (1972).

sábado, 20 de junho de 2009

Natureza-morta com frutos


É uma pintura que representa uma natureza-morta com frutos de outono. Faz lembrar pinturas com temas semelhantes pintadas por Columbano, sobretudo pelo colorido em tons de vermelho, amarelo e castanho, fazendo sobressair os frutos claros do fundo escuro. O melhor desta obra, para mim, é a romã, nomeadamente pelo vermelho luminoso das suas bagas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Duas Crianças

Pintura a aguarela de Emília Mattos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Curiosidade


Pintura de Emília Mattos, 1890.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008








Estas aguarelas de Emília Mattos
lembram as paisagens de Caspar David Friedrich

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Emília Mattos - A sua pintura a óleo s/tela e aguarela









Natureza morta -óleo s/tela de 1892













As suas aguarelas são lindissimas e de grande leveza.

















Outros motivos na pintura de Emília Mattos



"Jarra com flores", de 1888 e "Velho", de 1888

Emília Mattos paisagista





Emília Mattos, assim assinava os seus quadros, era sobretudo uma paisagista.


"Lavadeira do rio", de 1889 e "Passeio em Sintra", de 1889

Emília Adelaide de Oliveira Mattos e Silva



Emilia Mattos, nascida no dia 17 de Abril de 1872, era uma pessoa muito profunda e sabedora mas com uma certa falta de sentido prático.

Combativa e enérgica, tinha necessidade de se expressar de forma afirmativa e de saber com o que podia contar.

Sentia necessidade da aceitação social.

Possessiva e exigente demonstrava o amor que sentia pelo marido e filhos de forma tensa e carregada de paixão.

Tão exigente consigo própria como com os outros era uma pessoa de extremos.

Não vivia, na vida prática, o seu conceito intelectual de liberdade. Tinha dificuldade de se libertar do passado, pelo que todas as mudanças eram muitíssimo difíceis. Tinha anseios de evasão que ela própria limitava.

Pessoa muitíssimo sensível, idealista e muito sonhadora, deixava muitas vezes de viver plenamente o presente, perdendo-se em sonhos de um futuro ideal. A sua dificuldade de pôr em prática o que idealizava devido à sua grande necessidade de segurança, provocava-lhe crises de ansiedade e mudanças frequentes de humor.

Era uma pessoa inspirada que envolvia os outros pelas suas palavras, porque falava de forma intuitiva e espiritual.

Como pianista era uma virtuosa intérprete de Chopin.

Estudou pintura com Luciano Freire. As suas paisagens, tiradas de motivos contemplados ao ar livre, lembram a pintura de Camille Corot tanto na fidelidade como na frescura.

Emília Matos: Pintora do século XIX, discípula de Luciano Freire, figurou com pintura na Exposição Industrial de Lisboa de 1888.
Fernando de Pamplona, "Dicionário de pintores e escultores portugueses", Vol. IV, p. 93. Livraria Civilização Editora, Barcelos, 1988.

A descrição da sua personalidade foi feita a partir de relatos de pessoas que a conheceram e da análise do seu mapa astral.