Três gerações da família iniciada com João da Cruz David e Silva e Emília Mattos e Silva na pintura, na música e na literatura e poesia.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Espasmo Nacarado
Em 1997, Emília Mattos e Silva pintou uma série de búzios, que, na minha opinião, marcam uma das melhores fases da obra da pintora. Cabendo no capítulo do mar, muitas vezes presente nos seus trabalhos, eles traduzem a paixão da artista pelo coleccionismo de conchas, búzios e elementos marinhos. Tratam-se de naturezas-mortas paradoxais: manda a regra que a natureza-morta respeite a escala dos objectos figurados. Mas estes quadros ampliam a dimensão dos búzios, tornando a sua presença mais forte perante o olhar do espectador.
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Natureza Morta,
pintura de Emília Mattos e Silva
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Cidade

Pintura de Emília Mattos e Silva, Rua da Bela Vista (1988).
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Desta janela vê-se outra janela:
de uma mansarda antiga e só
sobressaindo do rubro de um telhado.
Vaidosa até da sua desgarrada solidão.
O céu fica-lhe atrás de azul
em muitos dias - que alegria!
- cinzento de tristeza a mais
das vezes. À noite a escuridão.
Acende-se uma luz tremeluzente
atrás do cortinado. Desta janela
vejo outra janela: apenas um bocado.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Marinha

Pintura de Emília Mattos e Silva (2009). É uma variação sobre a pintura Só (1998), mas gosto mais desta. Menos só, porque mais próximo, podemos ver duas estrelas pintadas no barco, símbolo de protecção para quem navega nele.
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pintura de Emília Mattos e Silva
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Âncora

Esta sempre foi uma das minhas pinturas preferidas, das pintadas pela minha mãe. Entre uma marinha e uma natureza-morta, mostra e amplia a corrente que prende o barco à terra. O título de âncora traduz a corrente não como uma prisão, mas sim como uma segurança. Faz-nos ligar o mar a um abrigo, a um porto seguro.
Todos nós precisamos de ancorar, de encontrar esse porto onde encontramos segurança.
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Pintura de Emília Mattos e Silva.
Pintura de Emília Mattos e Silva.
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pintura de Emília Mattos e Silva
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Fez-se silêncio de sol no teu olhar...
Fez-se silêncio de sol no teu olhar
como se à noite o sol não possuísse.
(É à noite que o sol possui a lua
e lhe diz coisas que à terra nunca dissse).
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Poema de João Mattos e Silva (1972).
como se à noite o sol não possuísse.
(É à noite que o sol possui a lua
e lhe diz coisas que à terra nunca dissse).
---
Poema de João Mattos e Silva (1972).
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
«Amor»
Brotou assim o amor
como o nascer do rio;
apenas breve fio
depois azul o mar
depois vermelho
desta imensa paixão
que me consome.
E o desejo de ti
que fere os meus sentidos
e o teu sabor a nardos
que pressinto
e o calor do teu corpo
que procuro
são ritos de solidão
que em vão esconjuro:
amor que assim nasceu
como o brotar do rio
a gota apenas fio
o abismo de ti
ó meu amor solar.
-
Poema de João Mattos e Silva.
como o nascer do rio;
apenas breve fio
depois azul o mar
depois vermelho
desta imensa paixão
que me consome.
E o desejo de ti
que fere os meus sentidos
e o teu sabor a nardos
que pressinto
e o calor do teu corpo
que procuro
são ritos de solidão
que em vão esconjuro:
amor que assim nasceu
como o brotar do rio
a gota apenas fio
o abismo de ti
ó meu amor solar.
-
Poema de João Mattos e Silva.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Emília Matos e Silva a pintar


Emília Matos e Silva a iniciar uma pintura e a obra final (1999).
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Ver post de 19 de Abril de 2008.
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Fotografia,
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pintura de Emília Mattos e Silva
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Adolescente
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Eu tinha quase tudo ...
Mas queria mais, ainda...
Eu tinha a esperança em flor
e tinha o coração cheio de amor,
mas queria mais, ainda...
Tinha nas mãos uma vontade imensa
de vencer ou morrer, vontade intensa,
mas queria mais, ainda...
Tinha o olhar dourado pela vida
e uma vontade de amar nunca sentida,
mas queria mais, ainda...
Eu tinha a luz do sol nos meus cabelos
e todos os dias, mesmo sem sol, eram belos
mas queria mais ainda...
Tinha no corpo todo o grito dum desejo
e ansiava morrer no meio de um beijo,
mas queria mais ainda...
Tinha os dias sem fim para pensar,
e não perdera noites a chorar,
mas queria mais, ainda...
Eu tinha quase tudo...
E hoje que não tenho quase nada,
vou como antes pela mesma estrada
e quero mais ainda...
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Poema de João Mattos e Silva (1968).
domingo, 28 de junho de 2009
Descobridores

Pintura de Emília Matos e Silva, Rodopio, 1997.
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Foram porém descendo
costa a costa
a terra. E era virgem
a vaga que roçava
languidamente as naus
e as vidas como a dizer
além além além.
E descobriram areais
apenas abraçados a marés ausentes
grandes silêncios o canto
das sereias e o pulsar da terra
adolescente e pura.
Esta gente que partiu ignota
das praias do Restelo à aventura.
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Poema de João Mattos e Silva, Marítimo Caminho, 1997.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
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