sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Por dormir de mais



Conto de Fernanda Mattos e Silva publicado n' O Senhor Doutor a 22 de Dezembro de 1934.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cidade




Pintura de Emília Mattos e Silva, Rua da Bela Vista (1988).
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Desta janela vê-se outra janela:
de uma mansarda antiga e só
sobressaindo do rubro de um telhado.
Vaidosa até da sua desgarrada solidão.

O céu fica-lhe atrás de azul
em muitos dias - que alegria!
- cinzento de tristeza a mais
das vezes. À noite a escuridão.

Acende-se uma luz tremeluzente
atrás do cortinado. Desta janela
vejo outra janela: apenas um bocado.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Coração de Filigrana


Publicado n' O Senhor Doutor a 17 de Novembro de 1934.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Marinha



Pintura de Emília Mattos e Silva (2009). É uma variação sobre a pintura (1998), mas gosto mais desta. Menos só, porque mais próximo, podemos ver duas estrelas pintadas no barco, símbolo de protecção para quem navega nele.

domingo, 30 de agosto de 2009

Rui Matos e Silva vestido de Arlequim


Fotografia de Rui Matos e Silva (1921), vestido de Arlequim, num Bilhete-Postal de A. Kurt Silva Pinto.

Fotografia de 1906


Postal de 1906 com uma fotografia de João da Cruz David e Silva, Emília Mattos Silva e Ema Mattos e Silva. No verso, Emília de Mattos escreve a sua madrinha dando notícias.

sábado, 29 de agosto de 2009

Poema acaso grego

Como Ulisses perder-me
em mares do ignorado.
Tecer como Penélope
de sonhos cada instante.
E ser nesta viagem
de velas indecisas
pastor e mareante.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Diana Revolta-se



Conto de Fernanda Mattos e Silva publicado n' O senhor Doutor a 13 de Outubro de 1934.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Bright


Pintura de Emília Mattos e Silva, Bright (2004, Óleo sobre tela).

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Memória



Na memória se encerra nela se abre
o tempo do que foi do que há-de vir.
Que o poema se chame sua chave.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

«Seara em flor»



Conto de Fernanda de Mattos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 8 de Setembro de 1934. Fala sobre o ramo da espiga que se costuma adquirir no dia da Ascenção.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Spyke


Pintura de Emília Matos e Silva, Spyke, 2004.

domingo, 23 de agosto de 2009

«Mi(n)to»

No gesto que sustenho
o silêncio que minto
a palavra impudente
o travo do absinto
no amor que desdenho
no amor que resguardo.

Sobre o corpo que espero
sobre o rosto escondido
um mito entretecido
de lírios e de nardo.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).

sábado, 22 de agosto de 2009

«Festa brava»



Conto de Fernanda de Mattos e Silva, in O Senhor Doutor, 11 de Agosto de 1934.

Um leque


Pintura de Emília Mattos que representa um leque. Trata-se de uma natureza morta que figura um objecto do quotidiano feminino, que era próprio da sociedade burguesa do século XIX. Apesar de os leques serem associados a códigos de comunicação, naquela época, creio que Emília Mattos estava mais interessada na representação do objecto decorativo ligado à arte oriental, sem qualquer simbolismo a ele associado. Como num quadro dentro de um quadro, neste leque podem ver-se pintados dois patos, em tons de azul sobre um fundo rosado, figurando talvez um leque que pertenceria à pintora.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

«Imemória»




Mil memórias de mares adormecidos

vigilantes ficámos e estivemos.

Mil memórias de nós que nos morremos

espúrios o sol e sal parcos de nada

reduzidas as palavras aos sentidos

reduzido o amor à coisa amada.

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Poema de João Mattos e Silva (1986).

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

«A sua boa estrêla»









Conto de Fernanda Mattos e Silva,
in O Senhor Doutor, 14 de Julho de 1934.

sábado, 15 de agosto de 2009

Âncora



Esta sempre foi uma das minhas pinturas preferidas, das pintadas pela minha mãe. Entre uma marinha e uma natureza-morta, mostra e amplia a corrente que prende o barco à terra. O título de âncora traduz a corrente não como uma prisão, mas sim como uma segurança. Faz-nos ligar o mar a um abrigo, a um porto seguro.
Todos nós precisamos de ancorar, de encontrar esse porto onde encontramos segurança.
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Pintura de Emília Mattos e Silva.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Flores


Aguarela de Emília Mattos (1890).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Quando o tempo vier



Quando o tempo vier
que seja apenas mar.
Que se abram em flor
os rios rasgando o vento.
Quando o tempo vier
(que venha breve)
saiba dizer amor
em vez de guerra
saiba querer
a serra
em vez de mar.
E venha a tempestade
para ficar.
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João Mattos e Silva (1976).
Fotografia de Emília Mattos e Silva.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

«Fogueiras de São João»


Conto de Fernanda Mattos e Silva,
O Senhor Doutor, 30 de Junho de 1934.

Fez-se silêncio de sol no teu olhar...


Fez-se silêncio de sol no teu olhar
como se à noite o sol não possuísse.

(É à noite que o sol possui a lua
e lhe diz coisas que à terra nunca dissse).
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Poema de João Mattos e Silva (1972).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

«Um dia de Primavera»


Conto de Fernanda de Mattos e Silva,
* O Senhor Doutor, 9 de Junho de 1934.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Amor


Pintura de Emília Mattos e Silva, Amor, 2007.

terça-feira, 28 de julho de 2009

«O Quadro Mágico»


Conto de Fernanda Mattos e Silva, in O Senhor Doutor, 19 de Maio de 1934.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Abstracto


Gravura de Emília Mattos e Silva (1974).

sábado, 25 de julho de 2009

«Momento X»



No espaço uma ave que voa,

no ar, uma pena que cai.

E o que ficou da ave

que os ares cruzou e voa?

No espaço, o azul sem contorno,

no ar, uma pena que cai.

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Poema de João Mattos e Silva (1968).
Fotografia de Emília Mattos e Silva.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Mago


Pintura de Emília Mattos e Silva, O Mago (2009).

terça-feira, 21 de julho de 2009

«Um monstro pré-histórico»


Um história muito engraçada!
Conto de Fernanda Mattos e Silva, in O Senhor Doutor, 7 de Abril de 1934.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

sábado, 18 de julho de 2009

«Apocalipse»


A lua era azul
o sol avermelhado.
Quatro cavaleiros
volteavam no ar
sobre um cavalo alado.
Tinham as faces e as mãos brilhantes,
as roupas cintilantes
e o olhar cansado.
Foram-se no ar
deixando um longo rasto.
A lua era prateada
e o sol já se perdera.
Um anjo apareceu
onde o sol se pusera.
O julgamento tinha começado.
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Poema de João Mattos e Silva (1968).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

«Os Ninhos»

Conclui no post http://tresgeracoes.blogspot.com/2009/07/conclusao-de-os-ninhos.html

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Conto de Fernanda de Mattos e Silva,
in O Senhor Doutor, 25 de Novembro de 1933.

«Prémio de Beleza»

Conto de Fernanda de Mattos e Silva,
in O Senhor Doutor, n.º 22, 12 Agosto de 1933.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

«Uma Exigência do senhor Apolo»


Conto de Fernanda Mattos e Silva,
In O Senhor Doutor, n.º 17, 8 de Julho de 1933.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Edições Excelsior


O meu avô, João de Almeida Júnior, dirigiu uma editora denominada «Edições Excelsior», tendo publicado importantes livros sobre arte portuguesa e literatura.

1946 - João Barreira, Arte Portuguesa.
1946 - Aquilino Ribeiro, Camões e o Frade da Ilha dos Amores.
1951- João Barreira (Direcção), Arte Portuguesa: As Artes Decorativas.
1951 - João Couto, Aspectos Actuais do Problema do Tratamento de Pinturas.
1951 - Diogo de Macedo, Cadernos de Arte.
1952 - Diogo de Macedo, Francisco Metrass e António José Patrício.
1961 - Jorge Segurado, Francisco d'Olanda.
1961 - Ernesto Soares, A Ilustração do Livro (Séculos XV a XIX).
c. 1970 - Jorge Segurado (Direcção), Lisboa no Passado e no Presente.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Palacete Conceição e Silva (Avenida da Liberdade)

A minha mãe disse-me que Conceição e Silva, um industrial de bolachas, era da nossa família. Apenas sei que a minha avó viveu na Avenida da Liberdade (n.º 122) e que a minha trisavó se chamava Margarida Conceição e Silva. Gostava de saber mais, até porque esta é (para mim) uma das casas mais bonitas de Lisboa.
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«Iniciada a construção em 1891, a sua característica arquitectura romântica insere-se perfeitamente no denominado estilo neo-árabe, embora denuncie outras fontes de inspiração, patenteadas na ecléctica e vasta gramática decorativa, observável, por exemplo, ao nível dos estuques pintados ou trabalhados, bem como dos vitrais, cuja iconografia inclui elementos geometrizantes e figurações humanas, todos assinados e datados.
De planta rectangular, este antigo palacete possui quatro registos, cave e três corpos. Ao nível do primeiro destes registos verificamos a existência de duas portas nos dois corpos laterais, ambas com arco em ferradura e alfiz decorado, tendo ao centro janelas com molduras de diferente tipologia. Quanto ao segundo registo, constata-se a existência de janelas com arco em ferradura, encontrando-se algumas assentes em colunas. Por fim, no terceiro registo, as portas são de sacada em arco trilobado e em ferradura, todas com alfizes decorados e apoiados de forma similar.
Relativamente ao quarto registo, o corpo central forma uma espécie de torre, vazado por um arco redondo de consideráveis dimensões e encimada por uma platibanda perfeita de merlões escalonados. Os dois corpos laterais, por seu lado, finalizam numa espécie de área amansardada, com janelão redondo e saliente, emoldurado em cantaria».
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IPPAR - A. Martins.
Coração de Jesus - Palacete Conceição e Silva.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

«Amor»

Pintura de Emília Mattos e Silva, Nardos (2007).
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Brotou assim o amor
como o nascer do rio;
apenas breve fio
depois azul o mar
depois vermelho
desta imensa paixão
que me consome.
E o desejo de ti
que fere os meus sentidos
e o teu sabor a nardos
que pressinto
e o calor do teu corpo
que procuro
são ritos de solidão
que em vão esconjuro:
amor que assim nasceu
como o brotar do rio
a gota apenas fio
o abismo de ti
ó meu amor solar.
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Poema de João Mattos e Silva.

sábado, 11 de julho de 2009

Paris 1900

O meu bisavô, João da Cruz David e Silva, participou na Exposição Universal de Paris de 1900, evento importante que marcou a passagem do século XIX para o século XX.
A entrada em 1900 foi celebrada com a grande Exposição Universal de Paris, na qual Portugal participou, sendo o pavilhão português da autoria do arquitecto Ventura Terra. A Exposição decorreu entre 14 de Abril e 12 de Novembro de 1900 e o pavilhão de Portugal abriu no dia 26 de Maio.
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Exposição de Paris (1900).

quinta-feira, 9 de julho de 2009

...Passeio pela Gulbenkian


Desenho de Emília Mattos e Silva, datado de 1961 (com cerca de 14 anos), inspirado de uma pintura de Jan van der Heyden, pertencente ao Museu Calouste Gulbenkian.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sintra


Pintura de Fernanda Mattos e Silva, Santa Eufémia (1962).
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Santa Eufémia é uma capela na Serra de Sintra. A minha avó tinha uma casa na Portela, onde costumávamos ir em Setembro. A minha mãe e o meu tio têm por certo memórias mais precisas e mais ricas dessas estadas. Eu só me lembro vagamente da casa e de ir passear para o centro, a um miradouro na Volta do Duche e de comer travesseiros na Piriquita. Fosse como fosse, no final, fiquei com uma ligação muito forte a Sintra . Ainda hoje é o meu local preferido para passear. Há uns tempos fui com a minha família a Santa Eufémia - se já lá tinha estado, não me lembro - e gostei muito. É um lugar mágico.