Três gerações da família iniciada com João da Cruz David e Silva e Emília Mattos e Silva na pintura, na música e na literatura e poesia.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Cidade

Pintura de Emília Mattos e Silva, Rua da Bela Vista (1988).
---
Desta janela vê-se outra janela:
de uma mansarda antiga e só
sobressaindo do rubro de um telhado.
Vaidosa até da sua desgarrada solidão.
O céu fica-lhe atrás de azul
em muitos dias - que alegria!
- cinzento de tristeza a mais
das vezes. À noite a escuridão.
Acende-se uma luz tremeluzente
atrás do cortinado. Desta janela
vejo outra janela: apenas um bocado.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Marinha

Pintura de Emília Mattos e Silva (2009). É uma variação sobre a pintura Só (1998), mas gosto mais desta. Menos só, porque mais próximo, podemos ver duas estrelas pintadas no barco, símbolo de protecção para quem navega nele.
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pintura de Emília Mattos e Silva
domingo, 30 de agosto de 2009
Rui Matos e Silva vestido de Arlequim
Fotografia de 1906
Postal de 1906 com uma fotografia de João da Cruz David e Silva, Emília Mattos Silva e Ema Mattos e Silva. No verso, Emília de Mattos escreve a sua madrinha dando notícias.
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Fotografia,
João da Cruz David e Silva
sábado, 29 de agosto de 2009
Poema acaso grego
Como Ulisses perder-me
em mares do ignorado.
Tecer como Penélope
de sonhos cada instante.
E ser nesta viagem
de velas indecisas
pastor e mareante.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).
em mares do ignorado.
Tecer como Penélope
de sonhos cada instante.
E ser nesta viagem
de velas indecisas
pastor e mareante.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Memória
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
«Mi(n)to»
No gesto que sustenho
o silêncio que minto
a palavra impudente
o travo do absinto
no amor que desdenho
no amor que resguardo.
Sobre o corpo que espero
sobre o rosto escondido
um mito entretecido
de lírios e de nardo.
---
Poema de João Mattos e Silva (1986).
o silêncio que minto
a palavra impudente
o travo do absinto
no amor que desdenho
no amor que resguardo.
Sobre o corpo que espero
sobre o rosto escondido
um mito entretecido
de lírios e de nardo.
---
Poema de João Mattos e Silva (1986).
sábado, 22 de agosto de 2009
Um leque

Pintura de Emília Mattos que representa um leque. Trata-se de uma natureza morta que figura um objecto do quotidiano feminino, que era próprio da sociedade burguesa do século XIX. Apesar de os leques serem associados a códigos de comunicação, naquela época, creio que Emília Mattos estava mais interessada na representação do objecto decorativo ligado à arte oriental, sem qualquer simbolismo a ele associado. Como num quadro dentro de um quadro, neste leque podem ver-se pintados dois patos, em tons de azul sobre um fundo rosado, figurando talvez um leque que pertenceria à pintora.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Âncora

Esta sempre foi uma das minhas pinturas preferidas, das pintadas pela minha mãe. Entre uma marinha e uma natureza-morta, mostra e amplia a corrente que prende o barco à terra. O título de âncora traduz a corrente não como uma prisão, mas sim como uma segurança. Faz-nos ligar o mar a um abrigo, a um porto seguro.
Todos nós precisamos de ancorar, de encontrar esse porto onde encontramos segurança.
---
Pintura de Emília Mattos e Silva.
Pintura de Emília Mattos e Silva.
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pintura de Emília Mattos e Silva
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Quando o tempo vier

Quando o tempo vier
que seja apenas mar.
Que se abram em flor
os rios rasgando o vento.
Quando o tempo vier
(que venha breve)
saiba dizer amor
em vez de guerra
saiba querer
a serra
em vez de mar.
E venha a tempestade
para ficar.
---
João Mattos e Silva (1976).
Fotografia de Emília Mattos e Silva.que seja apenas mar.
Que se abram em flor
os rios rasgando o vento.
Quando o tempo vier
(que venha breve)
saiba dizer amor
em vez de guerra
saiba querer
a serra
em vez de mar.
E venha a tempestade
para ficar.
---
João Mattos e Silva (1976).
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Fez-se silêncio de sol no teu olhar...
Fez-se silêncio de sol no teu olhar
como se à noite o sol não possuísse.
(É à noite que o sol possui a lua
e lhe diz coisas que à terra nunca dissse).
---
Poema de João Mattos e Silva (1972).
como se à noite o sol não possuísse.
(É à noite que o sol possui a lua
e lhe diz coisas que à terra nunca dissse).
---
Poema de João Mattos e Silva (1972).
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
«Momento X»

No espaço uma ave que voa,
no ar, uma pena que cai.
E o que ficou da ave
que os ares cruzou e voa?
No espaço, o azul sem contorno,
no ar, uma pena que cai.
---
Poema de João Mattos e Silva (1968).
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
«Um monstro pré-histórico»

Um história muito engraçada!
Conto de Fernanda Mattos e Silva, in O Senhor Doutor, 7 de Abril de 1934.
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Conto de Fernanda Matos e Silva
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
«Apocalipse»
A lua era azul
o sol avermelhado.
Quatro cavaleiros
volteavam no ar
sobre um cavalo alado.
Tinham as faces e as mãos brilhantes,
as roupas cintilantes
e o olhar cansado.
Foram-se no ar
deixando um longo rasto.
A lua era prateada
e o sol já se perdera.
Um anjo apareceu
onde o sol se pusera.
O julgamento tinha começado.
---
Poema de João Mattos e Silva (1968).
o sol avermelhado.
Quatro cavaleiros
volteavam no ar
sobre um cavalo alado.
Tinham as faces e as mãos brilhantes,
as roupas cintilantes
e o olhar cansado.
Foram-se no ar
deixando um longo rasto.
A lua era prateada
e o sol já se perdera.
Um anjo apareceu
onde o sol se pusera.
O julgamento tinha começado.
---
Poema de João Mattos e Silva (1968).
sexta-feira, 17 de julho de 2009
«Os Ninhos»
Conclui no post http://tresgeracoes.blogspot.com/2009/07/conclusao-de-os-ninhos.html---
Conto de Fernanda de Mattos e Silva,
in O Senhor Doutor, 25 de Novembro de 1933.
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Conto de Fernanda Matos e Silva
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Edições Excelsior

O meu avô, João de Almeida Júnior, dirigiu uma editora denominada «Edições Excelsior», tendo publicado importantes livros sobre arte portuguesa e literatura.
1946 - João Barreira, Arte Portuguesa.
1946 - Aquilino Ribeiro, Camões e o Frade da Ilha dos Amores.
1951- João Barreira (Direcção), Arte Portuguesa: As Artes Decorativas.
1951 - João Couto, Aspectos Actuais do Problema do Tratamento de Pinturas.
1951 - Diogo de Macedo, Cadernos de Arte.
1952 - Diogo de Macedo, Francisco Metrass e António José Patrício.
1961 - Jorge Segurado, Francisco d'Olanda.
1961 - Ernesto Soares, A Ilustração do Livro (Séculos XV a XIX).
c. 1970 - Jorge Segurado (Direcção), Lisboa no Passado e no Presente.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Palacete Conceição e Silva (Avenida da Liberdade)
A minha mãe disse-me que Conceição e Silva, um industrial de bolachas, era da nossa família. Apenas sei que a minha avó viveu na Avenida da Liberdade (n.º 122) e que a minha trisavó se chamava Margarida Conceição e Silva. Gostava de saber mais, até porque esta é (para mim) uma das casas mais bonitas de Lisboa.«Iniciada a construção em 1891, a sua característica arquitectura romântica insere-se perfeitamente no denominado estilo neo-árabe, embora denuncie outras fontes de inspiração, patenteadas na ecléctica e vasta gramática decorativa, observável, por exemplo, ao nível dos estuques pintados ou trabalhados, bem como dos vitrais, cuja iconografia inclui elementos geometrizantes e figurações humanas, todos assinados e datados.
De planta rectangular, este antigo palacete possui quatro registos, cave e três corpos. Ao nível do primeiro destes registos verificamos a existência de duas portas nos dois corpos laterais, ambas com arco em ferradura e alfiz decorado, tendo ao centro janelas com molduras de diferente tipologia. Quanto ao segundo registo, constata-se a existência de janelas com arco em ferradura, encontrando-se algumas assentes em colunas. Por fim, no terceiro registo, as portas são de sacada em arco trilobado e em ferradura, todas com alfizes decorados e apoiados de forma similar.
Relativamente ao quarto registo, o corpo central forma uma espécie de torre, vazado por um arco redondo de consideráveis dimensões e encimada por uma platibanda perfeita de merlões escalonados. Os dois corpos laterais, por seu lado, finalizam numa espécie de área amansardada, com janelão redondo e saliente, emoldurado em cantaria».
---De planta rectangular, este antigo palacete possui quatro registos, cave e três corpos. Ao nível do primeiro destes registos verificamos a existência de duas portas nos dois corpos laterais, ambas com arco em ferradura e alfiz decorado, tendo ao centro janelas com molduras de diferente tipologia. Quanto ao segundo registo, constata-se a existência de janelas com arco em ferradura, encontrando-se algumas assentes em colunas. Por fim, no terceiro registo, as portas são de sacada em arco trilobado e em ferradura, todas com alfizes decorados e apoiados de forma similar.
Relativamente ao quarto registo, o corpo central forma uma espécie de torre, vazado por um arco redondo de consideráveis dimensões e encimada por uma platibanda perfeita de merlões escalonados. Os dois corpos laterais, por seu lado, finalizam numa espécie de área amansardada, com janelão redondo e saliente, emoldurado em cantaria».
IPPAR - A. Martins.
Coração de Jesus - Palacete Conceição e Silva.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
«Amor»
Brotou assim o amor
como o nascer do rio;
apenas breve fio
depois azul o mar
depois vermelho
desta imensa paixão
que me consome.
E o desejo de ti
que fere os meus sentidos
e o teu sabor a nardos
que pressinto
e o calor do teu corpo
que procuro
são ritos de solidão
que em vão esconjuro:
amor que assim nasceu
como o brotar do rio
a gota apenas fio
o abismo de ti
ó meu amor solar.
-
Poema de João Mattos e Silva.
como o nascer do rio;
apenas breve fio
depois azul o mar
depois vermelho
desta imensa paixão
que me consome.
E o desejo de ti
que fere os meus sentidos
e o teu sabor a nardos
que pressinto
e o calor do teu corpo
que procuro
são ritos de solidão
que em vão esconjuro:
amor que assim nasceu
como o brotar do rio
a gota apenas fio
o abismo de ti
ó meu amor solar.
-
Poema de João Mattos e Silva.
sábado, 11 de julho de 2009
Paris 1900

O meu bisavô, João da Cruz David e Silva, participou na Exposição Universal de Paris de 1900, evento importante que marcou a passagem do século XIX para o século XX.A entrada em 1900 foi celebrada com a grande Exposição Universal de Paris, na qual Portugal participou, sendo o pavilhão português da autoria do arquitecto Ventura Terra. A Exposição decorreu entre 14 de Abril e 12 de Novembro de 1900 e o pavilhão de Portugal abriu no dia 26 de Maio.
---Exposição de Paris (1900).
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João da Cruz David e Silva
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
...Passeio pela Gulbenkian

Desenho de Emília Mattos e Silva, datado de 1961 (com cerca de 14 anos), inspirado de uma pintura de Jan van der Heyden, pertencente ao Museu Calouste Gulbenkian.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Sintra
Pintura de Fernanda Mattos e Silva, Santa Eufémia (1962).
---
Santa Eufémia é uma capela na Serra de Sintra. A minha avó tinha uma casa na Portela, onde costumávamos ir em Setembro. A minha mãe e o meu tio têm por certo memórias mais precisas e mais ricas dessas estadas. Eu só me lembro vagamente da casa e de ir passear para o centro, a um miradouro na Volta do Duche e de comer travesseiros na Piriquita. Fosse como fosse, no final, fiquei com uma ligação muito forte a Sintra . Ainda hoje é o meu local preferido para passear. Há uns tempos fui com a minha família a Santa Eufémia - se já lá tinha estado, não me lembro - e gostei muito. É um lugar mágico.
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