Três gerações da família iniciada com João da Cruz David e Silva e Emília Mattos e Silva na pintura, na música e na literatura e poesia.
sábado, 24 de outubro de 2009
Constelações 1
De todos os fantásticos acasos
acaso foste tu
o mais constante.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
acaso foste tu
o mais constante.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Palavras de Palavras 4
Como as palavras se excedem
nas palavras
o silêncio recolhe-se nos lábios.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
nas palavras
o silêncio recolhe-se nos lábios.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Palavras de palavras 3
sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Desejos 2
Fossem as noites todas
esta noite
das trevas faria um dia aceso.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
esta noite
das trevas faria um dia aceso.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Descobertas 3
Só por ti traço o rumo
que procuro
o astrolábio a bússola
a rota certa
que construo.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
que procuro
o astrolábio a bússola
a rota certa
que construo.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Tinha a vela desfraldada
Tinha a vela desfraldada
e voava.
Por sobre as águas de luz
onde bnhara
o grito sufocado que perdeu
a razão.
Tinha a vela desfraldada e andava.
Frágil batel que se lançara
pelo mar ignorado
dum sonho que era mais
do que leve ilusão.
---
Poema de João Mattos e Silva (1968).
e voava.
Por sobre as águas de luz
onde bnhara
o grito sufocado que perdeu
a razão.
Tinha a vela desfraldada e andava.
Frágil batel que se lançara
pelo mar ignorado
dum sonho que era mais
do que leve ilusão.
---
Poema de João Mattos e Silva (1968).
domingo, 11 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
«Bodegón»
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«Un bodegón, también conocido como naturaleza muerta, es una obra de arte que representa objetos inanimados, generalmente objetos cotidianos que pueden ser naturales (animales de caza, frutas, flores, comida, plantas, rocas o conchas) o hechos por el hombre (utensilios de cocina, de mesa o de casa, antigüedades, libros, joyas, monedas, pipas, etc.) en un espacio artificial determinado. Esta rama de la pintura se sirve de un exquisito arreglo, encanto colorístico y de una iluminación fina para producir un efecto de serenidad, bienestar y armonía. Con orígenes en la antigüedad y muy popular en el arte occidental desde el siglo XVII, el bodegón dan al artista más libertad de acción en la colocación de elementos de diseño dentro de una composición que otros géneros pictóricos como el paisaje o los retratos. Los bodegones, particularmente antes de 1700, a menudo contenían un simbolismo religioso y alegórico en relación con los objetos que representaban. Algunos bodegones modernos rompen la barrera bidimensional y emplean técnicas mixtas tridimensionales, y usan objetos encontrados, fotografía, gráficas generadas por ordenador, así como sonido y vídeo».
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Etiquetas:
Natureza Morta,
pintura de Emília Mattos
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Gosto do vento
Gosto do vento batendo-me no rosto.
Gosto do vento enregelando as mãos
caídas sem expressão.
Gosto do vento enregelando o corpo
e fazendo ondular os cabelos
como seara ao sol quente de Agosto.
Gosto do vento secando-me as lágrimas do pranto que chorei.
Gosto do vento levando em turbilhão
as saudades dum canto,
lembranças mortas que como folhas
de Outono esvoaçam pelo além.
Gosto do vento que uiva, que ruge,
Gosto do vento que queima, estiola.
Gosto do vento que me traz saudoso
e num fado que o tempo canta
ao som indefinido da indefinida viola.
Gosto do vento que me bate no rosto.
Gosto do vento, gosto, gosto!
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Poema de João Mattos e Silva (1968).
Gosto do vento enregelando as mãos
caídas sem expressão.
Gosto do vento enregelando o corpo
e fazendo ondular os cabelos
como seara ao sol quente de Agosto.
Gosto do vento secando-me as lágrimas do pranto que chorei.
Gosto do vento levando em turbilhão
as saudades dum canto,
lembranças mortas que como folhas
de Outono esvoaçam pelo além.
Gosto do vento que uiva, que ruge,
Gosto do vento que queima, estiola.
Gosto do vento que me traz saudoso
e num fado que o tempo canta
ao som indefinido da indefinida viola.
Gosto do vento que me bate no rosto.
Gosto do vento, gosto, gosto!
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Poema de João Mattos e Silva (1968).
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A Avozinha
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Este conto da avó Fernanda vale a pena ler - sobretudo para quem é da família. Corresponde à data da morte de Emília Mattos, «A Avozinha» da história, que falecera pouco tempo antes da história ser publicada. História verdadeira, com certeza. Lá estão os netos, os filhos da tia Ema (uma das três senhoras que chorava a morte da mãe), pois João Fernando e Emília Matos e Silva não chegaram a conhecer a avó.
Para os bisnetos da «Avozinha» - eu sou uma delas - é engraçado notar nas semelhanças entre ela e a avó Fernanda, que também nos contava histórias. E, como que numa previsão do ilustrador, até o retrato de Emília Mattos faz lembrar a minha memória da avó Fernanda.
Para os bisnetos da «Avozinha» - eu sou uma delas - é engraçado notar nas semelhanças entre ela e a avó Fernanda, que também nos contava histórias. E, como que numa previsão do ilustrador, até o retrato de Emília Mattos faz lembrar a minha memória da avó Fernanda.
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Conto de Fernanda Matos e Silva
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
(In)verso
Dizemos as palavras rigorosas
nos instantes concretos rigorosos
e somos tantas vezes - em tantas vozes
- o inverso do verso que escrevemos.
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João Mattos e Silva (1997).
nos instantes concretos rigorosos
e somos tantas vezes - em tantas vozes
- o inverso do verso que escrevemos.
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João Mattos e Silva (1997).
domingo, 4 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Manhã de Agosto
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Palavras
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Profecia
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Meditação do Infante D. Pedro
A grandeza da pátria que procuram
nos mares nas descobertas nas conquistas
tudo há-de perecer. Do passado farão
única força se o presente a não tem.
Do futuro dirão que desconhecem.
Por ele hei-de morrer. Por outra
tal grandeza que reviva na alma
mais que no corpo e fundamente
que o meu sonho não morra inutilmente.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).
nos mares nas descobertas nas conquistas
tudo há-de perecer. Do passado farão
única força se o presente a não tem.
Do futuro dirão que desconhecem.
Por ele hei-de morrer. Por outra
tal grandeza que reviva na alma
mais que no corpo e fundamente
que o meu sonho não morra inutilmente.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Espasmo Nacarado
Em 1997, Emília Mattos e Silva pintou uma série de búzios, que, na minha opinião, marcam uma das melhores fases da obra da pintora. Cabendo no capítulo do mar, muitas vezes presente nos seus trabalhos, eles traduzem a paixão da artista pelo coleccionismo de conchas, búzios e elementos marinhos. Tratam-se de naturezas-mortas paradoxais: manda a regra que a natureza-morta respeite a escala dos objectos figurados. Mas estes quadros ampliam a dimensão dos búzios, tornando a sua presença mais forte perante o olhar do espectador.
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Natureza Morta,
pintura de Emília Mattos e Silva
sábado, 5 de setembro de 2009
Amor
No côncavo das mãos se deposita
a alma da palavra que é redita.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).
a alma da palavra que é redita.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Cidade

Pintura de Emília Mattos e Silva, Rua da Bela Vista (1988).
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Desta janela vê-se outra janela:
de uma mansarda antiga e só
sobressaindo do rubro de um telhado.
Vaidosa até da sua desgarrada solidão.
O céu fica-lhe atrás de azul
em muitos dias - que alegria!
- cinzento de tristeza a mais
das vezes. À noite a escuridão.
Acende-se uma luz tremeluzente
atrás do cortinado. Desta janela
vejo outra janela: apenas um bocado.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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