sábado, 17 de outubro de 2009

O mais bonito presente do Menino Jesus


Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 21 de Dezembro de 1935.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Manta de "patchwork"

Desenho de Emília Matos e Silva (grafite e aguarela sobre papel, 1990).

Desejos 2

Fossem as noites todas
esta noite
das trevas faria um dia aceso.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Antepassados


Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 14 de Dezembro de 1935.

Cascata

Desenho de Emília Mattos e Silva, Cascata (grafite sobre papel e colagem, 1988).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Descobertas 3

Só por ti traço o rumo
que procuro
o astrolábio a bússola
a rota certa
que construo.
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Poema de João Mattos e Silva (1986).

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Princezinha Sónia





Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 10, 17 e 24 de Agosto de 1935.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Renda

Desenho de Emília Mattos e Silva (sem título, grafite sobre papel e colagem, 1990).

Tinha a vela desfraldada

Tinha a vela desfraldada
e voava.
Por sobre as águas de luz
onde bnhara
o grito sufocado que perdeu
a razão.
Tinha a vela desfraldada e andava.
Frágil batel que se lançara
pelo mar ignorado
dum sonho que era mais
do que leve ilusão.
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Poema de João Mattos e Silva (1968).

domingo, 11 de outubro de 2009

Sinfonia Incompleta


Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 27 de Julho de 1935.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

«Bodegón»

Pintura de Emília Mattos, Natureza Morta com Frutos e Vegetais (1892).
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«Un bodegón, también conocido como naturaleza muerta, es una obra de arte que representa objetos inanimados, generalmente objetos cotidianos que pueden ser naturales (animales de caza, frutas, flores, comida, plantas, rocas o conchas) o hechos por el hombre (utensilios de cocina, de mesa o de casa, antigüedades, libros, joyas, monedas, pipas, etc.) en un espacio artificial determinado. Esta rama de la pintura se sirve de un exquisito arreglo, encanto colorístico y de una iluminación fina para producir un efecto de serenidad, bienestar y armonía. Con orígenes en la antigüedad y muy popular en el arte occidental desde el siglo XVII, el bodegón dan al artista más libertad de acción en la colocación de elementos de diseño dentro de una composición que otros géneros pictóricos como el paisaje o los retratos. Los bodegones, particularmente antes de 1700, a menudo contenían un simbolismo religioso y alegórico en relación con los objetos que representaban. Algunos bodegones modernos rompen la barrera bidimensional y emplean técnicas mixtas tridimensionales, y usan objetos encontrados, fotografía, gráficas generadas por ordenador, así como sonido y vídeo».
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Cavalo Marinho

Desenho a tinta-da-china de Emília Mattos e Silva (2004).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Gosto do vento

Gosto do vento batendo-me no rosto.
Gosto do vento enregelando as mãos
caídas sem expressão.
Gosto do vento enregelando o corpo
e fazendo ondular os cabelos
como seara ao sol quente de Agosto.
Gosto do vento secando-me as lágrimas do pranto que chorei.
Gosto do vento levando em turbilhão
as saudades dum canto,
lembranças mortas que como folhas
de Outono esvoaçam pelo além.
Gosto do vento que uiva, que ruge,
Gosto do vento que queima, estiola.
Gosto do vento que me traz saudoso
e num fado que o tempo canta
ao som indefinido da indefinida viola.
Gosto do vento que me bate no rosto.
Gosto do vento, gosto, gosto!
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Poema de João Mattos e Silva (1968).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Avozinha

Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 18 de Maio de 1935.
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Este conto da avó Fernanda vale a pena ler - sobretudo para quem é da família. Corresponde à data da morte de Emília Mattos, «A Avozinha» da história, que falecera pouco tempo antes da história ser publicada. História verdadeira, com certeza. Lá estão os netos, os filhos da tia Ema (uma das três senhoras que chorava a morte da mãe), pois João Fernando e Emília Matos e Silva não chegaram a conhecer a avó.
Para os bisnetos da «Avozinha» - eu sou uma delas - é engraçado notar nas semelhanças entre ela e a avó Fernanda, que também nos contava histórias. E, como que numa previsão do ilustrador, até o retrato de Emília Mattos faz lembrar a minha memória da avó Fernanda.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quarto

Desenho de Emília Mattos e Silva (1986).

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

(In)verso

Dizemos as palavras rigorosas
nos instantes concretos rigorosos
e somos tantas vezes - em tantas vozes
- o inverso do verso que escrevemos.
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João Mattos e Silva (1997).

domingo, 4 de outubro de 2009

O juramento de Pedro Afonso


Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 11 e 18 de Maio de 1935.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Lírio

Aguarela de Emília Matos e Silva, Lírio (2006).

Manhã de Agosto


O sabor violento das amoras
colhidas nos silvares
numa manhã de Agosto
e o rio como saliva
inundando-me a boca:
o gosto da infância ressurgido
o prazer casto dos sentidos.
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Poema de João Mattos e Silva (1997).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Carnaval do «Loiro»



Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 23 de Março de 1935.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um pássaro

Pintura a aguarela de Emília Mattos e Silva (2004).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Noivado


Estão de branco as salinas
e noivam assim puras
com a terra.
O mar na despedida
da emoção
tece de espuma grinaldas
deixadas por pudor
sobre as areias.
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Poema de João Mattos e Silva (2003).

domingo, 27 de setembro de 2009

«Um raio de luar»

Conto de Fernanda Matos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 23 de Março de 1935.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Uma janela

Pintura a acrílico de Emília Mattos e Silva (1973).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Palavras


Não sei se te direi noutras palavras
do dia o sobressalto a ansiedade
da primavera nova abrindo em flor.
E que outras palavras te dizer
que resguardem do sol alvoroçado
este crescer assim quem sabe amor?
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Poema de João Mattos e Silva (1997).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

King-kong e a companheira


Conto de Fernanda de Mattos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 2 de Março de 1935.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Atelier 17

Pintura a acrílico de Emília Mattos e Silva, Atelier 17 (1973).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

«Doença de Família»

Conto de Fernanda de Mattos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 2 de Março de 1935.

Luz e sombra

Pintura a pastel de Emília Mattos e Silva (1987).

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

«Estrêlas do Mar»

Conto de Fernanda de Mattos e Silva, publicado in O Senhor Doutor a 23 de Fevereiro de 1935.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma Vista

Pintura de Emília Mattos e Silva (1976).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Profecia


De nevoeiros virá se nevoeiros
houver. E que sinais serão
cumprido o tempo e retomado
o mistério nas palavras
de efémeros impérios que desfeitos
se dilatam apenas na memória?

De Portugal o tempo sendo a hora
há-de surgir. Por nossas mãos
se cumprirá a história.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Baptisado da Mimi


Conto de Fernanda de Mattos e Silva, publicado n' O Senhor Doutor a 12 de Janeiro de 1935.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Marinha

Pintura de Emília Mattos e Silva (1991).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Meditação do Infante D. Pedro

A grandeza da pátria que procuram
nos mares nas descobertas nas conquistas
tudo há-de perecer. Do passado farão
única força se o presente a não tem.
Do futuro dirão que desconhecem.
Por ele hei-de morrer. Por outra
tal grandeza que reviva na alma
mais que no corpo e fundamente
que o meu sonho não morra inutilmente.
---
Poema de João Mattos e Silva (1987).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Árvore de Natal


































Conto de Fernanda Mattos e Silva publicada n' O Senhor Doutor a 29 de Dezembro de 1934.

domingo, 6 de setembro de 2009

Espasmo Nacarado

Em 1997, Emília Mattos e Silva pintou uma série de búzios, que, na minha opinião, marcam uma das melhores fases da obra da pintora. Cabendo no capítulo do mar, muitas vezes presente nos seus trabalhos, eles traduzem a paixão da artista pelo coleccionismo de conchas, búzios e elementos marinhos. Tratam-se de naturezas-mortas paradoxais: manda a regra que a natureza-morta respeite a escala dos objectos figurados. Mas estes quadros ampliam a dimensão dos búzios, tornando a sua presença mais forte perante o olhar do espectador.

sábado, 5 de setembro de 2009

Amor

No côncavo das mãos se deposita
a alma da palavra que é redita.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Por dormir de mais



Conto de Fernanda Mattos e Silva publicado n' O Senhor Doutor a 22 de Dezembro de 1934.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Cidade




Pintura de Emília Mattos e Silva, Rua da Bela Vista (1988).
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Desta janela vê-se outra janela:
de uma mansarda antiga e só
sobressaindo do rubro de um telhado.
Vaidosa até da sua desgarrada solidão.

O céu fica-lhe atrás de azul
em muitos dias - que alegria!
- cinzento de tristeza a mais
das vezes. À noite a escuridão.

Acende-se uma luz tremeluzente
atrás do cortinado. Desta janela
vejo outra janela: apenas um bocado.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Coração de Filigrana


Publicado n' O Senhor Doutor a 17 de Novembro de 1934.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Marinha



Pintura de Emília Mattos e Silva (2009). É uma variação sobre a pintura (1998), mas gosto mais desta. Menos só, porque mais próximo, podemos ver duas estrelas pintadas no barco, símbolo de protecção para quem navega nele.

domingo, 30 de agosto de 2009

Rui Matos e Silva vestido de Arlequim


Fotografia de Rui Matos e Silva (1921), vestido de Arlequim, num Bilhete-Postal de A. Kurt Silva Pinto.

Fotografia de 1906


Postal de 1906 com uma fotografia de João da Cruz David e Silva, Emília Mattos Silva e Ema Mattos e Silva. No verso, Emília de Mattos escreve a sua madrinha dando notícias.

sábado, 29 de agosto de 2009

Poema acaso grego

Como Ulisses perder-me
em mares do ignorado.
Tecer como Penélope
de sonhos cada instante.
E ser nesta viagem
de velas indecisas
pastor e mareante.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Diana Revolta-se



Conto de Fernanda Mattos e Silva publicado n' O senhor Doutor a 13 de Outubro de 1934.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Bright


Pintura de Emília Mattos e Silva, Bright (2004, Óleo sobre tela).

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Memória



Na memória se encerra nela se abre
o tempo do que foi do que há-de vir.
Que o poema se chame sua chave.
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Poema de João Mattos e Silva (1987).